XAMANISMO RAIZ

Xamanismo é a Filosofia mais antiga, nascida nas tribos da Sibéria, mais precisamente dos Povos Tungus, tendo-se disseminado pelo mundo, desde a China, à Patagônia, Escandinávia,  Américas, Austrália e África. O Xamã, segundo a visão antropológica,  é o “Curador”, o “Sacerdote da Tribo”, que viaja por diversos mundos para obter informações que precisa, para ajudar as pessoas. 

A prática do Xamanismo é uma das formas de recuperar o nosso poder. É um caminho de revelação direta que fortalece e expande o nosso Ser, trazendo-nos de volta ao nosso centro, ensinando-nos a resolver os nossos próprios problemas.
Apesar do Xamanismo ser uma prática muito antiga, resistiu à erosão do tempo e começa agora a ser difundida na nossa sociedade na  medida em que as pessoas o chamam e redescobrem este sistema ancestral. Hoje em dia começa a haver cada vez mais pessoas interessadas nestas práticas ancestrais do Xamanismo. Isto deve-se à necessidade crescente das pessoas se voltarem a sintonizar com a Natureza (sim, porque nós fazemos parte da Natureza!).
Não é necessário abandonarmos a nossa vida moderna para nos voltarmos a sintonizar com a Natureza. Com a prática do Xamanismo, podemos encontrar novas e criativas formas de restaurar o equilíbrio e a harmonia nas nossas vidas, através da religação com os ciclos da natureza e da união com o mundo natural.

Na Associação pode fazer não só a Terapia, como frequentar os Cursos de Xamanismo Clássico e do Guarani.

HISTÓRIA DO XAMANISMO

O Xamanismo considera que é através da relação íntima com a natureza que se resgata a ancestralidade, para que seja possível a cura.  Segundo os antropólogos, o Xamã é alguém que pode aceder a diversas dimensões, entrando em contato com os espíritos que o auxiliam em seus trabalhos de Cura, Auto-Cura e de ampliação da consciência. Os Xamãs sempre mantiveram a ligação com todos os mundos e seus habitantes, acreditando que estes foram os primeiros a receberem os ensinamentos dos  Ancestrais – Deuses e Deusas. Para o antropólogo Michael Harner, Xamanismo é uma grande aventura mental e emocional, onde tanto o paciente como o curandeiro ficam envolvidos. O Xamanismo arcaico deriva da língua dos povos Tugus, da Sibéria. Foi adotada  amplamente pelos antropólogos para se referirem a pessoas de uma grande variedade de culturas arcaicas, que antes eram conhecidas por pajés,  curandeiros, magos ou videntes, embora nem todo o vidente, curandeiro, mago ou pajé, seja um Xamã.
No Xamanismo existem duas vias, o Xamanismo Clássico  e o  Xamanismo de Planta de Poder.

XAMà
É aquele que consegue entrar e sair dos estados alterados de consciência, trazendo ensinamentos e curas para si e para os outros, com técnicas que lhe são exclusivas, tendo à sua disposição espíritos, seres ou entidades, que quando chamados o atendem prontamente. Não se nasce Xamã, torna-se, mas quem tem antepassados com este dom terá maior probabilidade de o ser.

 

XAMANISMO  CLÁSSICO ENTRE OS GUARANIS
Há dois mil anos existiu um herói civilizador Tupy chamado Sumé, que recebeu muitos nomes: o primeiro deles foi Agnã; entre os guaranis é chamado de Nadrú-Mbaecuaá, os Tupinambás chamam-no de Uimé ou Sumé, que entre outras coisas, introduziu o Xamanismo Clássico entre estes povos. Aboliu o uso de plantas e estimulou o povo a somente usar a força mental, as  maracas e os tambores, pois as tribos por onde passavam usavam plantas que eram extremamente prejudiciais à saúde. O Mestre Sumé avisou que  o “grande balanço” seria aquando da chegada de uma nova civilização ao continente. Mesmo assim nada impediu o povo de empreender a caminhada à “terra sem males” e tempos depois foi anunciado o “balanço”, o qual chegou por mar com muitas caravelas e naus, trazendo soldados, sacerdotes e marinheiros com uma nova Ordem.